Do lado de cá eu vejo . . .

Constatações, visões, citações...todos os ões que uma pessoa pode ter em um só lugar.

O olho que tudo vê…consegue ver a si mesmo?

O olho que tudo vê…consegue ver a si mesmo?

Brain earthquake.

Brain earthquake.

E vagando de pensamento a pensamento, vejo-me flutuando em um mundo de possibilidades. Serão elas reais ou pequenas porçoes de ilusões cotidianas, incutidas suavemente em minha mente, despercebidas, aparentemente sem propósitos, mas carregadas de vícios e conceitos?

Às vezes imploro bem alto, no silêncio da minha mente: um pouco mais de mim e muito menos do mundo, por favor.

Abro os sentidos para a vida, mas fecho os olhos para o que eu sou. Onde permanecer, então, se as dimensões não podem ser complementares, e viver dualisticamente é muito difícil quando se quer ser um só?

Penso, mas não chego a uma conclusão. Inicio novamente a minha jornada pelos meus hemisférios e me perco mais uma vez na vastidão das muitas realidades que eles inconscequentemente criam.

“Deus me livre de ter um corpo perfeito e uma alma defeituosa, de viver confiante andando sobre o perecível, de ter a ilusão da felicidade pela matéria, de não perceber que faço parte do próximo, e que com ele me torno um só.
Deus me livre de existir nesse mundo com a ignóbil crença de ser auto-suficiente, e na soberba do meu ser me afundar.
Deus me livre, sim, eu peço, de viver essas e outras vidas cego para a dor do mundo e para as causas da minha própria dor, de sucumbir ao ego e perder-me nesse mar de necessidades que o mundo me impõe.
Deus me livre da ingratidão, da inveja, da neurose contemporânea, dessa rebeldia vazia, dos arquétipos sociais, dos erros recorrentes e preguiçosamente mantidos, da perda de valores, amores e educação.
Deus me livre do que sou hoje…e permita-me ser melhor amanhã.”

“Custa tanto ser uma pessoa plena, que muito poucos são aqueles que têm a luz ou a coragem de pagar o preço… É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços. É preciso abraçar o mundo como um amante. É preciso aceitar a dor como condição de existência. É preciso cortejar a dúvida e a escuridão como preço do conhecimento. É preciso ter uma vontade obstinada no conflito, mas também uma capacidade de aceitação total de cada conseqüência do viver e do morrer.”

inside out. It’s all here for you to see.

inside out. It’s all here for you to see.

Vivo.

Precário, provisório, perecível;

Falível, transitório, transitivo;

Efêmero, fugaz e passageiro

Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo!

Impuro, imperfeito, impermanente;

Incerto, incompleto, inconstante;

Instável, variável, defectivo

Eis aqui um vivo, eis aqui…

E apesar…

Do tráfico, do tráfego equívoco;

Do tóxico, do trânsito nocivo;

Da droga, do indigesto digestivo;

Do câncer vil, do servo e do servil;

Da mente, o mal doente coletivo;

Do sangue, o mal do soro positivo;

E apesar dessas e outras…

O vivo afirma firme afirmativo

O que mais vale a pena é estar vivo!

É estar vivo

Vivo

É estar vivo

Não feito, não perfeito, não completo;

Não satisfeito nunca, não contente;

Não acabado, não definitivo

Eis aqui um vivo, eis-me aqui.

"Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”."